Data da ultima atualiza�ao
23/10/2018



Leitura

Dia Mundial da Tuberculose

24 de março

A tuberculose permanece um problema de saúde pública de importância global, com notificação pela OMS em 2014 de 9,6 milhões de casos de tuberculose (TB) droga sensível, com estimativa de 12% de casos novos em pacientes co-infectados TB-HIV e mortalidade em torno de 15%.

O Brasil está entre os 22 países que concentram 80% dos casos mundiais. Embora a taxa de incidência esteja em diminuição progressiva, a redução esperada ainda não foi alcançada. Atualmente a taxa de sucesso do tratamento dos casos novos, mortalidade e abandono encontram-se em torno de 72%, 2,2% e 10,5% respectivamente. Em 2016, a OMS implementou a estratégia aprovada pela Assembleia Mundial de Saúde (2014), para erradicação global da TB até 2035, isso significa redução em 80% do número de casos novos e 90% do número de mortes em relação à taxa de mortalidade de 2015. No Brasil, o Ministério da Saúde iniciou um Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose com implementação e monitoramento de novas ações.

O inadequado controle da tuberculose está diretamente relacionado implementação de programas de políticas de saúde deficientes, difícil acesso ao sistema de saúde, atraso no diagnóstico e abandono do tratamento. Estes fatores acarretam na baixa porcentagem de cura e persistência da transmissão, aumento dos indivíduos com infecção latente com maior risco de adoecer posteriormente, inclusive com formas de tuberculose droga resistente (TB-DR) de difícil controle e menor taxa de cura. Todas estas situações podem ser agravadas pela presença da co-infecção TB-HIV, outras imunodeficiências, Diabetes mellitus, populações consideradas de risco como população de rua, privados de liberdade, pacientes institucionalizados ou de difícil abordagem (por exemplo, indígenas) além de doentes internados em hospitais sem medidas de biossegurança.

O diagnóstico da tuberculose é realizado por meio do quadro clínico, radiológico e bacteriológico. Em 2014 houve a implementação do Teste Molecular Rápido (TRM-TB), um método diagnóstico que apresenta sensibilidade de 90% e especificidade de 99% e que permite a identificação precoce da resistência à rifampicina, droga mais importante do esquema de tratamento atual. Considerando-se que estamos diante de uma doença passível de prevenção e cura, ainda com alta taxa de morbimortalidade, as políticas de saúde pública assim como os programas de educação médica continuada devem ter como objetivos aumentar o diagnóstico precoce, instituir tratamento adequado e imediato com controle rigoroso da aderência, de maneira a alcançarmos a meta de erradicação
mundial da tuberculose.

Dra. Márcia Telma Guimarães Savioli – Médica Pneumologista da subcomissão de Tuberculose da SPPT (2018/2019) e responsável pelo ambulatório de Tuberculose da UNIFESP/EPM.


http://www.who.int/tb/publications/global_report/gtbr2015_executive_summary.pdf


http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2017/marco/23/2017-V-48-N-8-Indicadores-priorit--rios-para-o-monitoramento-do-Plano-Nacional-pelo-Fim-da-Tuberculose-como-Problema-de-Sa--de-P--blica-no-Brasil.pdf


http://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2015/marco/25/Boletim-tuberculose-2015.pdf
 





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