Data da ultima atualiza�ao
25/06/2018



Leitura

Campanha Nacional de Vacinao da Gripe (Influenza)

Início 23 de abril na Rede Pública
(Disponível na Rede Privada)


A gripe ou Influenza é uma doença infecciosa aguda do trato respiratório causada pelos vírus Influenza A, B e C, mas apenas os tipos antigênicos A e B têm relevância clínica em humanos. A gripe é conhecida por ser altamente contagiosa e pode ser transmitida tanto pela via direta, através de secreções respiratórias, quanto pela via indireta, através do contato das mãos com superfícies contaminadas por secreções respiratórias que, posteriormente, possibilitam o vírus atingir a boca, os olhos ou nariz do contactante.

Os sintomas clássicos da gripe são febre, calafrios, mialgia, tosse, congestão nasal, cefaleia e anorexia. Apesar da evolução benigna e autolimitada na maior parte dos casos, complicações podem ocorrer especialmente nos extremos de idade, nas gestantes, nos imunocomprometidos e naqueles portadores de doenças crônicas respiratórias, cardiológicas ou renais. Destas complicações, as mais comuns são a pneumonia viral e a pneumonia bacteriana secundária, cujos principais agentes são o pneumococo e o estafilococo. Desta forma, ressalta-se a importância da vacinação nestes grupos uma vez que a vacinação reduz a intensidade dos sintomas, a necessidade de hospitalização e a mortalidade relacionada a Influenza, sendo a medida mais eficaz para prevenir sua ocorrência e reduzir a morbimortalidade.

Todavia, o vírus Influenza tem altas taxas de mutação e as epidemias sazonais decorrem de novos subtipos surgidos dessas alterações antigênicas que ocorrem a cada ano. Essas mudanças desafiam nosso sistema imune a criar defesas eficientes contra a agressão viral e, por conseguinte, na necessidade de modificação da composição da vacina anualmente, a fim de cobrir infecções por novas cepas virais. Em decorrência dessas mutações com proteção temporária aos vírus circulantes, a recomendação é de vacinação anual com vacinas com composição modificada pela Organização Mundial de Saúde de acordo com as informações recebidas por cerca de 130 laboratórios de referência ao redor do globo.

Esse ano, dados do CDC (Center of Disease Control – EUA) mostraram que apesar do Influenza A, subtipo H3N2, ter dominado inicialmente os casos de gripe nessa estação, uma segunda onda de infecção pelo Influenza B superou a incidência no mês de março. Dados americanos mostraram 42% efetividade da vacina conta Influenza B e 25% contra Influenza A H3N2, mas dados globais mostram efetividade de até 80% em jovens e 60% em idosos. No Brasil, os dois tipos disponíveis de vacinas são constituídas por vírus inativados e fragmentados, portanto, sem risco de infectar o paciente. As duas vacinas são:

1) Vacina anti-Influenza trivalente contra A/H1N1, A/H3N2 e uma cepa de influenza B - disponível no SUS (Campanha Nacional de Vacinação: início 23 de abril)

2) Vacina anti-Influenza tetravalente contra A/H1N1, A/H3N2 e duas cepas de Influenza B – em clínicas privadas (já disponível)

O pneumologista deve estar atento ao calendário vacinal e às indicações da vacinação em pacientes com doenças respiratórias, reduzindo-se o risco de casos graves, internações e da mortalidade relacionada a estas situações.
 
https://sbim.org.br/publicacoes/guias

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-42302014000100004


https://www.cdc.gov/flu/about/season/current.htm



Dr. André Nathan Costa
Pneumologista, subcomissão de Epidemiologia da SPPT e médico do Hospital da Clínicas da FMUSP

(Dra. Eloara Campos - Diretora de Divulgação SPPT 2018/2019)
 





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