Reunião de Atualização Clínica via Zoom Meeting

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O enfrentamento da pandemia de COVID-19 incluiu ações para a utilização eficiente dos recursos dos sistemas de saúde. A sobrecarga antecipada destes sistemas pelo número crescente número de doentes levou a suspensão de cirurgias eletivas e interrupção da oferta de diversos exames diagnósticos. Se por um lado estas ações são fundamentais para permitir o atendimento dos pacientes com COVID-19 que têm procurado nossos hospitais, por outro lado criam uma barreira ao diagnóstico e tratamento do câncer e outras doenças crônicas.
Em uma reportagem publicada pelo jornal O Estado de São Paulo em 13/05/20 estimou-se uma queda de 50 mil diagnósticos de câncer por mês no país, dado validado pelo presidente do conselho consultivo da Sociedade Brasileira de Patologia. A justificativa para este número é multifatorial: laboratórios, consultórios e clínicas ambulatoriais estão fechadas, hospitais focaram suas ações para atendimento de COVID-19 e pacientes tem receio de buscar atendimento médico por medo de contaminação.
Em um recente editorial do British Medical Journal, o autor comenta um trabalho que estimou um aumento de 20% no número de mortes por câncer nos próximos 12 meses na Inglaterra. Varias destas mortes podem ocorrer em pacientes com câncer que se infectem por COVID, porém grande parte estaria associada a pacientes que tem diagnóstico oncológico tardio ou que não conseguem receber o tratamento adequado em curto-prazo. Realmente, estima-se que 70% das cirurgias para câncer tenham sido suspensas no último mês no Brasil.
Particularmente, o câncer de pulmão é um câncer de alta letalidade e de evolução relativamente rápida quando comparado a outros tumores. Isso está diretamente ligado a um diagnóstico tardio: no Brasil, estudo publicado no Jornal Brasileiro de Pneumologia em 2018 mostra que, mesmo antes da pandemia, mais de 70% dos pacientes tinham um diagnóstico da doença em uma fase avançada. A maior parte dos pacientes com doença avançada tem sobrevida inferior a um ano. A pandemia pelo coronavírus agrava ainda mais essa situação ao provocar um atraso em consultas e realização de exames que, para o câncer de pulmão, pode significar chances muito menores de cura.
Quem já tem diagnóstico de câncer e está realizando tratamento também vem sofrendo com dificuldades para agendamento de consultas. Os hospitais deslocaram recursos, materiais e humanos, para o combate ao coronavírus e agendas foram ajustadas para reduzir a exposição dos pacientes nos hospitais. Isso afeta o tratamento de pacientes com câncer que tem indicação de cirurgias ou precisam ir regularmente aos hospitais para sessões de quimioterapia e radioterapia.
Por outro lado, tanto o câncer quanto o seu tratamento podem fazer com que o organismo se torne mais vulnerável. Qualquer infecção traz mais preocupações e cuidados em pacientes oncológicos, e isso deve ser levado em conta nessa difícil equação. Tratamentos e exames que não precisem ser iniciados nesse momento devem ser adiados de forma a expor menos o paciente.
Pacientes com câncer de pulmão em geral tem outras comorbidades (como DPOC ou hipertensão arterial) e são em maior parte tabagistas. Essas doenças são fatores de risco para apresentações graves pelo coronavírus. O próprio câncer de pulmão pode limitar a condição pulmonar do paciente, e uma pneumonia por coronavírus pode trazer sérios riscos a vida. Isso traz um grande dilema para os pacientes todos os dias: “devo buscar atendimento médico e realizar os exames, ou devo evitar sair de casa para não me expor ao vírus?”.
A melhor forma de chegar a uma decisão segura é compartilhar a dúvida. Reuniões multidisciplinares permitem que médicos com diferentes perspectivas cheguem à conclusão do que é essencial no manejo do paciente nesse momento. A conversa entre o paciente e seu médico, mesmo usando ferramentas de atendimento à distância, é fundamental, pois permite que as condutas principais não deixem de ser feitas além de garantir que o paciente tome todos os cuidados para não contrair o vírus nas idas a clínicas e hospitais. Dessa forma, tanto o médico quanto o paciente constroem a confiança necessária para fazer as escolhas certas.
O reconhecimento do problema é o primeiro passo para que possamos atacá-lo. Devemos buscar estratégias para oferecer tratamento seguro a estes pacientes bem como orientar a população a buscar assistência médica se tiverem sintomas suspeitos, de forma a não atrasar diagnósticos. Assim minimizaremos o impacto desta pandemia que já afeta expressiva porcentagem da população mundial.
Ricardo Mingarini Terra
Comissão de Defesa Profissional da SPPT
Heli Samuel Pinto Souza
Subcomissão de Câncer da SPPT
Referências:
1. Calabrò L, Peters S, Soria JC, et al. Challenges in lung cancer therapy during the COVID-19 pandemic [published online ahead of print, 2020 Apr 9]. Lancet Respir Med. 2020;S2213-2600(20)30170-3. doi:10.1016/S2213-2600(20)30170-3
2. Sidaway, P. COVID-19 and cancer: what we know so far. Nat Rev Clin Oncol 17, 336 (2020). https://doi.org/10.1038/s41571-020-0366-2
3. Hanna, T.P., Evans, G.A. & Booth, C.M. Cancer, COVID-19 and the precautionary principle: prioritizing treatment during a global pandemic. Nat Rev Clin Oncol 17, 268–270 (2020). https://doi.org/10.1038/s41571-020-0362-6
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