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SPPT - Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia
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SBPT se posiciona contra a possível redução de impostos sobre o cigarro no Brasil

23 de abril de 2019/em Notícias/por Jessica

A SPPT endossa e solicita que seus associados divulguem o  posicionamento de repúdio da SBPT à proposta de estudo do Ministério da Justiça para avaliar redução de impostos no preço do cigarro.

O Ministério da Justiça publicou no Diário Oficial da União de 25/03 a Portaria nº 263/2019, instituindo grupo de trabalho para avaliar a “conveniência e oportunidade” de reduzir a tributação sobre cigarros fabricados no Brasil. Veja as medidas tomadas pela SBPT em relação ao assunto.

  1. 1. A SBPT foi uma das primeiras associações médicas a assinar um documento conjunto apontando a extrema preocupação diante da criação deste Grupo de Trabalho para avaliar a conveniência e oportunidade da redução da tributação de cigarros fabricados no Brasil e, assim, “diminuir o consumo de cigarros estrangeiros de baixa qualidade, o contrabando e os riscos à saúde dele decorrentes”. Um resumo desta carta aberta segue no final desta nota para conhecimento dos nossos associados.
  2. 2. Estivemos em reunião com o Dr. Denizar Vianna, Secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, quando fomos informados que o MS desconhece oficialmente esta ação, que não foi contatado e que pessoalmente é absolutamente contra. Só poderá opinar se for chamado para tal.
  3. 3. Contatamos o Dr. Alberto Araujo, colocando à disposição do Fórum do Tabagismo a nossa estrutura para eventuais encaminhamentos e a solicitação de que nossos associados se integrem na assinatura deste documento.
  4. 4. Solicitamos às nossas Regionais que se integrem à solicitação de revogação desta Portaria na imprensa local dos respectivos estados.

Acesse aqui o modelo de carta oficial da Sociedade de Pneumologia e Tisiologia do Rio de Janeiro (SOPTERJ).

Abraços,

Dr. José Miguel Chatkin, Presidente da SBPT.
Brasília, 29 de março de 2019.

CARTA ABERTA

Ao Excelentíssimo Senhor Doutor Sergio Fernando Moro, Ministro da Justiça e Segurança Pública

C/c: Ministro da Saúde – Exmo. Sr. Luiz Henrique Mandetta

C/c: Ministro da Economia – Exmo. Sr. Paulo Guedes

C/c: Secretário Nacional do Consumidor – Ilmo. Sr. Luciano Benetti Timm

REF. Discordância plena à proposta de reduzir tributos sobre produtos de tabaco.

A tributação de produtos de tabaco e a eliminação de todas as formas de comércio ilícito desses produtos são medidas previstas na Convenção Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), primeiro tratado internacional de saúde pública, ratificado por 181 países, inclusive pelo Brasil (Decreto 5.658/2006). Evidências científicas internacionais e nacionais apontam que o aumento de preços e impostos é considerado a medida mais custo-efetiva para prevenção e redução de consumo de cigarros. Aumento de preços na ordem 10% é capaz de reduzir o consumo de produtos do tabaco em cerca de 8% em países de média e baixa renda, como o Brasil, além de contribuir para que tabagistas deixem de fumar e de inibir a iniciação em crianças e adolescentes.

A fórmula é simples: quanto mais caro o produto, mais difícil o acesso. Dessa forma, evita-se a iniciação de novos fumantes (em geral, crianças e adolescentes) e estimula-se a cessação do tabagismo.

No Brasil, foi adotado aumento progressivo de impostos resultando em queda significativa da prevalência de fumantes, passando de 14,8% para 10,2%, entre 2011 e 2016, respectivamente. Este êxito tem recebido elogios explícitos de inúmeras organizações internacionais. Porém, ainda não foi estabelecida uma política fiscal escalonada para os anos subsequentes.

Mesmo com esta estratégia, o preço mínimo dos cigarros no Brasil é muito baixo frente ao mercado mundial. O preço da marca mais vendida de cigarro no país, ajustado pelo poder de compra da população, é praticamente a metade do que é praticado em outros países. Em alguns casos, chega a ser até um quinto.

A eliminação de todas as formas de comércio ilícito de produtos de tabaco – como o contrabando, a fabricação ilícita, a falsificação – e a elaboração e a aplicação de uma legislação específica, com acordos sub-regionais, regionais e mundiais são componentes essenciais para o controle do tabaco.

A estimativa da proporção de cigarros ilegais consumidos no Brasil em 2017 foi de 38,5% do consumo total de cigarros.

A nosso ver, a questão tributária e a questão do contrabando de cigarros devem ser devidamente enfrentadas pelo poder público, e, em momento algum, a ameaça do contrabando deve inibir a adoção de políticas de saúde pública para a redução do tabagismo.

Para o enfrentamento desse reconhecido problema, é fundamental a implementação no Brasil do Protocolo para Eliminar o Comércio Ilícito de Tabaco, instrumento legal ratificado pelo país por meio do Decreto 9.516/2018, que prevê a adoção de medidas que envolvem iniciativas em âmbito nacional, esforços diplomáticos entre países fronteiriços, ações coordenadas de inteligência e fiscalização, bem como outras iniciativas que visam reduzir o comércio ilícito de todos os produtos, inclusive mas não apenas os de tabaco.

Para tanto, foi criado o Comitê para Implementação do Protocolo para Eliminar o Comércio Ilícito de Produtos do Tabaco, por meio do Decreto 9.517/2018, no âmbito da CONICQ – Comissão Nacional para Implementação da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco e de seus Protocolos. O Ministério da Justiça e Segurança Pública é membro da CONICQ e deste Comitê, como se depreende dos respectivos decretos mencionados.

Merece destaque o fato de que o Paraguai, no ano passado, por meio de autoridades sanitárias do país, manifestou intenção de atuar mais ativamente em controle do tabaco e no combate ao contrabando de cigarros, o que indica uma oportunidade para o Brasil e toda a região.

O custo do tabagismo atinge R$ 56,9 bilhões por ano no país, o equivalente a quase 1% do PIB anual e é cerca de quatro vezes superior ao que se arrecada com os tributos sobre produtos de tabaco no mesmo período. Neste sentido, adotar novas políticas fiscais de aumento de impostos federais e estaduais incidentes sobre tabaco trará benefícios sanitários e econômicos. A eventual diminuição da carga tributária especificamente relacionada aos produtos do tabaco.

Assim, pelo presente documento vimos requerer a V.Exa. que revogue a Portaria 263/2019, do Ministério da Justiça, e que as autoridades das áreas da saúde, economia e finanças atuem sim para aumentar os preços e tributos dos produtos de tabaco, e que seja efetivamente implementado o Protocolo para Eliminar o Comércio Ilícito de Tabaco no país, por meio do Comitê para Implementação do Protocolo para Eliminar o Comércio Ilícito de Produtos do Tabaco.

Só assim agiremos com coerência aliando medidas econômicas, sanitárias e de segurança pública em prol dos interesses do país e da população brasileira.

Entidades signatárias no documento original:

ACT Promoção da Saúde; Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia – SBPT; Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica – SBOC; Sociedade Brasileira de Pediatria – SBP; Sociedade de Pneumologia e Tisiologia do Estado do Rio de Janeiro – SOPTERJ; Sociedade Paulista de Pediatria – SPP e mais 43 entidades nacionais e internacionais.

https://sppt.org.br/wp-content/uploads/2019/04/spp1f821269d390ba99861586ccba7ad122.jpg 72 100 Jessica https://sppt.org.br/wp-content/uploads/2024/10/logo-sppt-bottom.png Jessica2019-04-23 15:50:522019-04-23 15:50:52SBPT se posiciona contra a possível redução de impostos sobre o cigarro no Brasil

Série 1: Métodos Diagnósticos em Pneumologia – Ergoespirometria

23 de abril de 2019/em Notícias/por Jessica

O teste de exercício cardiopulmonar (TECP) ou ergoespirometria é um teste reprodutível, limitado por sintomas e de maior complexidade do que o teste ergométrico. Pode ser realizado em esteira rolante ou cicloergômetro (bicicleta) na maior parte dos laboratórios de fisiologia do exercício. Para atletas podem ser feitas variações conforme a modalidade, utilizando-se aparelhos portáteis em algumas situações. O protocolo utilizado é em rampa, incremental, com duração de 7-12 min, para obtenção de um teste máximo e compreensão da interação entre os sistemas cardiocirculatório, ventilatório e muscular. Testes de carga constante também podem ser realizados após um teste incremental máximo, principalmente para avaliação pós-intervenção.

As principais indicações deste exame são para avaliação de:

  • Dispneia (falta de ar ou cansaço) aos esforços ou de sintomas desproporcionais em relação à doença de base;
  • Gravidade e prognóstico, especialmente nas doenças respiratórias e cardiovasculares;
  • Pré-operatório, como nas cirurgias de tórax para ressecção pulmonar ou cirurgias de grande porte, como abdominais;
  • Pré-transplante cardíaco (no transplante pulmonar seu papel ainda não está definido);
  • Pré e pós-reabilitação cardíaca ou pulmonar, para determinação do treinamento e avaliação da melhora durante e após o programa de reabilitação;
  • Para atletas e esportistas, na prescrição do treinamento e acompanhamento do desempenho, além de avaliação de risco cardiovascular;
  • Avaliação pós-intervenção medicamentosa;
  • Diagnóstico de broncoespasmo induzido pelo exercício.

Os dados mais utilizados do teste são:

  • O consumo máximo de oxigênio (V’O2max)
  • Determinação dos limiares, chamados por exemplo de limiar I (ou limiar de lactato ou limiar anaeróbico) e limiar II (ou ponto de compensação respiratório);
  • Entretanto, além do V’O2max e dos limiares, outras variáveis devem ser analisadas:
  • Respostas cardiovasculares: observar o comportamento da pressão arterial, da frequência cardíaca em relação a demanda metabólica, do pulso O2 (que indiretamente reflete o volume sistólico) e da relação entre o V’O2-carga; é fundamental a avaliação eletrocardiográfica contínua para avaliar resposta isquêmica ou arritmias;
  • Respostas ventilatórias e de trocas gasosas: avaliar a reserva ventilatória (sendo necessário uma espirometria ou medida da ventilação voluntária máxima antes do teste), medida da capacidade inspiratória, resposta da ventilação minuto para produção de dióxido de carbono (CO2), pressão expiratória final de CO2 e saturação periférica de O2;
  • Importante avaliar a sensação de desconforto respiratório ou muscular durante o exercício e entender qual foi o principal sintoma limitante, avaliado pela escala de Borg, ou outros sintomas, como pré-síncope (tontura) ou angina (dor no peito).
  • Pode ser acrescentado a coleta de gasometria arterial (ou de sangue arterializado de lobo de orelha) para avaliação de trocas gasosas ou dosagem de lactato durante o exercício;

Em relação à segurança do teste, o risco de complicações é baixo, desde que alguns cuidados sejam tomados:

Avaliar antes de iniciar o teste (maior risco para o exame e considerar suspensão do mesmo)

  • Hipoxemia – SpO2 < 88%
  • Hipertensão arterial sistêmica PAS > 160 mmHg ou PAD > 100 mmHg
  • Síncope recente (nos últimos 30 dias)
  • Arritmia não controlada

Durante o teste (critérios para interrupção do exame):

  • Dessaturação significativa durante o exame (SpO2 < 80%)
  • Hipertensão arterial sistêmica PAS > 230 mmHg ou PAD > 130 mmHg
  • Redução da PAS em mais de 10mmHg em relação a medida anterior
  • Sinais de baixo débito cardíaco ou alteração de perfusão
  • Surgimento de taquiarritmias ou novo bloqueio de ramo esquerdo
  • Angina de intensidade moderada a intensa durante o exercício

O laboratório de ergoespirometria é estruturado com os seguintes equipamentos:

  • Carro metabólico acoplado a um monitor para eletrocardiograma contínuo
  • Pelo menos um ergômetro (bicicleta e/ou esteira)
  • Oxímetro de pulso
  • Esfigmomanômetro (automático ou manual)

A equipe é composta de pelo menos um médico e um técnico, ambos experientes na realização do exame e em suporte avançado de vida. O laudo, em geral, é realizado pelo médico examinador, sendo fundamental sua formação em fisiologia do exercício.

Eloara Vieira Machado Ferreira Álvares da Silva Campos
Pneumologista. Professora Adjunta & Supervisora do Programa de Residência Médica em Pneumologia. Setores de Circulação Pulmonar e Função Pulmonar e Fisiologia Clínica do Exercício (SEFICE), Disciplina de Pneumologia, Unifesp/EPM. Médica do Laboratório de Função Pulmonar Avançada e Ergoespirometria, Medicina Diagnóstica, Hospital Sírio Libanês.

Referências bibliográficas:
1. ERS Monograph 2018, Clinical Exercise Testing.Edited by Paolo Palange, PierantonioLaveneziana, J. Alberto Neder and Susan A. Ward. Book | Published in 2018 DOI: 10.1183/2312508X.erm8018. ISBN (electronic): 978-1-84984-096-5
2. Mont L, Pelliccia A, Sharma S, et al. Pre-participation cardiovascular evaluation for athletic participants to prevent sudden death: Position paper from the EHRA and the EACPR, branches of the ESC. Endorsed by APHRS, HRS, and SOLAECE. Eur Prev J Cardiol 2017:24:41-69 https://www.ncbi.nlm.nih.gov/m/pubmed/27815537/i=1&from=mont%20l%20and%20pre%20participation
3. Wijeysundera DN, Pearse RM, Shulman MA, et al.Assessment of functional capacity before major non-cardiac surgery: an international, prospective cohort study. Lancet 2018; 391: 2631–40

Acompanhem pelo site: www.sppt.org.br, newsletter ou na página do Facebook da SPPT: https://www.facebook.com/SocSPPT/.

Divulgação exclusiva da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia – SPPT

Dra. Eloara Campos – Diretora de Divulgação da SPPT

https://sppt.org.br/wp-content/uploads/2019/04/spp01324fba68ce92bfc543666e8766d9d3.jpg 72 100 Jessica https://sppt.org.br/wp-content/uploads/2024/10/logo-sppt-bottom.png Jessica2019-04-23 15:48:552019-04-23 15:48:55Série 1: Métodos Diagnósticos em Pneumologia – Ergoespirometria

Série 2: Métodos Diagnósticos em Cirurgia Torácica – SPPT

23 de abril de 2019/em Notícias/por Jessica

Finalizamos a “Série 1: Métodos Diagnósticos em Pneumologia” e a partir deste mês, a Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT) iniciará a divulgação da “Série 2: Métodos Diagnósticos em Cirurgia Torácica” mantendo o foco na nossa prática clínica por meio de textos objetivos e imagens ilustrativas.  Aos interessados em revisitar a série 1, todos os tópicos estão no nosso site e na página do Facebook da SPPT.

A Série 2 foi elaborada pelo Departamento de Cirurgia Torácica da SPPT e os temas serão divulgados, semanalmente, divididos em 4 tópicos.

“Os procedimentos operatórios minimamente invasivos utilizados para o diagnóstico das afecções que acometem órgãos e estruturas intratorácicas representam os avanços tecnológicos e as inovações que aprimoram a assistência do Cirurgião Torácico na minimização do trauma e no melhor desfecho.

Procedimentos como Toracocentese diagnóstica guiada por ultrassonografia, Biópsia por punção percutânea de lesão intratorácica guiada por imagem, Videotoracoscopia diagnóstica e Mediastinoscopia Cervical, apresentadas por renomados especialistas em suas áreas de atuação são o marco na transformação da Medicina na prática de operações de menor repercussão funcional visando a melhor recuperação do indivíduo no manejo de sua doença”.

Luis C. Losso
Presidente do Departamento de Cirurgia Torácica da SPPT

Acompanhem pelo site: www.sppt.org.br, newsletter ou na página do Facebook da SPPT: https://www.facebook.com/SocSPPT/. Esperamos que essas séries sejam úteis e construtivas para nossa prática clínica!

Eloara V. M. Ferreira A. S. Campos        &        Roberto Rodrigues Júnior Diretora de Divulgação da SPPT                       Presidente da SPPT 

Divulgação exclusiva da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia – SPPT

https://sppt.org.br/wp-content/uploads/2019/04/sppbed8ce08b22768a5312ee028ef38a56c.jpg 72 100 Jessica https://sppt.org.br/wp-content/uploads/2024/10/logo-sppt-bottom.png Jessica2019-04-23 15:43:332019-04-23 15:43:33Série 2: Métodos Diagnósticos em Cirurgia Torácica – SPPT

Série 2: Métodos Diagnósticos em Cirurgia Torácica – Toracocentese

23 de abril de 2019/em Notícias/por Jessica

A toracocentese consiste na punção com agulha fina do espaço pleural, por via transparietal, realizada para a coleta de fluidos[1]. A principal indicação é “diagnóstica” (coleta de amostra do derrame pleural para exames) ou “alívio” (retirada de maior volume para melhora da mecânica ventilatória). Todavia, em boa parte dos procedimentos, esses dois objetivos se mesclam.

Trata-se de um procedimento bastante seguro, minimamente invasivo, realizado com anestésico local, muitas vezes na beira do leito.

Não existem contraindicações absolutas, contudo, em algumas condições, o risco vs benefício devem ser criteriosamente avaliadas.  As mais frequentes são as alterações na coagulação, que devem ser corrigidas, assim como o uso de medicações anticoagulantes interrompido.

Contraindicações relativas são lesões cutâneas e o volume de derrame pleural inferior a 10 mm na radiografia de tórax em decúbito lateral. Se a punção for guiada por ultrassonografia, ela pode ser feita com segurança mesmo em pequenos acúmulos líquidos pleurais.

A ventilação mecânica não figura como contraindicação, mas atenção ao pneumotórax pós procedimento deve ser redobrada pelo risco de rápida progressão.

Apesar da toracocentese, na maioria dos casos, poder ser realizada com segurança após exame clínico criterioso somado a um exame de imagem (radiografia de tórax ou tomografia). Atualmente, é recomendado o uso do ultrassom para guiar o exame em tempo real sempre que possível, isto permite uma maior precisão na escolha do local de punção, além de avaliar sinais de loculação, estimar o volume de líquido (Figura 1) e, após o final do procedimento, avaliar volume residual e aparecimento de complicações, como pneumotórax. Em última análise, o uso do ultrassom durante a toracocentese resulta em procedimento mais efetivo e com menor probabilidade de complicações.[2]

Figura 1

A punção torácica é realizada geralmente com Jelco calibre 14G (Figura 2) ou 16G, todavia, alguns autores utilizam o cateter de acesso venoso central por ser mais longo ou cateteres comerciais próprios para a punção de tórax, entretanto, o custo pode ser uma limitação ao uso destes.  Deve-se sempre procurar tangenciar a borda superior do arco costal para reduzir o risco de lesões de vasos intercostais.


Figura 2

O procedimento é realizado preferencialmente com o paciente sentado, com os braços apoiados para frente sobre um anteparo, por exemplo, uma mesa de Mayo com travesseiro (Figura 3). Para os pacientes em que este posicionamento não pode ser obtido sugere-se o decúbito lateral do lado do derrame ou semi-sentados no leito.

Figura 3

Devido ao risco de edema de reexpansão, os sistemas de pressão negativa – como os frascos a vácuo – quando utilizados, devem ser utilizados com cautela. Recomenda-se ainda que o procedimento seja interrompido se o paciente apresentar desconforto respiratório, dor torácica, tosse ou hipotensão. Sabe-se que retirada de volumes superiores a 1.500 ml de líquido por sessão aumenta o risco de edema pulmonar de reexpansão.

Uma observação importante é a correta separação do líquido pleural para analise, respeitando-se as normas do seu laboratório, por exemplo, álcool 70% para citologia oncótica. 

As complicações mais frequentes são: pneumotórax (incidência entre 3% e 19%), hemotórax, reflexo vago-vagal, dor e tosse.  Os primeiros ocorrem pela punção inadvertida do pulmão (pneumotórax) ou de vasos na parede (hemotórax) e são geralmente tratados com drenagem torácica fechada. Os últimos ocorrem com maior frequência ao final da toracocentese principalmente na retirada de volumes superiores a 1.500 ml. Outras complicações, menos frequentes, são: a infecção local, lacerações hepáticas ou esplênicas.[3]

A biópsia de pleura por agulha pode ser realizada por técnica semelhante à toracocentese, mas depende da disponibilidade de agulhas apropriadas. No Brasil, o modelo mais difundido é a agulha de COPE (Figura 4). Apesar de ter perdido terreno para biópsia de pleura por videotoracoscopia (devido a sua maior acurácia), a biópsia por agulha de COPE tem como principais indicações: na alta suspeita  clínica para tuberculose e nos pacientes com derrames linfocíticos a esclarecer e com risco cirúrgico elevado.

Figura 4

Mesmo a literatura considerando controversa a utilização da radiografia de tórax  após a toracocentese para avaliar a presença de complicações [4], recomendamos  a sua realização rotineira como forma de aumentar a segurança no pós-procedimento garantindo o rápido tratamento de alguma complicação.

Alessandro Wasum Mariani
Cirurgião de Tórax – Professor Colaborador da Disciplina de Cirurgia Torácica FMUSP.
Vice-Presidente do Departamento de Cirurgia Torácica da SPPT

Luiz Tenório Siqueira
Coordenador da Radiologista Intervencionista da Rede D’Or – São Luiz. 
Clinical Fellowship em radiologia intervencionista no Massachusetts General Hospital – Harvard University


Referências 
1 – Sales R, Onishi R. Thoracentesis and pleural biopsy. J Bras Pneumol. 2006;32 Suppl 4:S170-3.
2 – Mercaldi CJ, Lanes SF. Ultrasound guidance decreases complications and improves the cost of care among patients undergoing thoracentesis and paracentesis. Chest. 2013 Feb 1;143(2):532-538.
3 – Ault MJ, Rosen BT, Scher J, Feinglass J, Barsuk JH. Thoracentesis outcomes: a 12-year experience. Thorax. 2015 Feb;70(2):127-32. 
4 – Petersen WG, Zimmerman R. Limited utility of chest radiograph after thoracentesis. Chest 2000; 117:1038.

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Divulgação exclusiva da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia – SPPT

Dra. Eloara Campos – Diretora de Divulgação da SPPT

https://sppt.org.br/wp-content/uploads/2019/04/spp7bbbe1a1e942403735eb8edef9ff153d.jpg 72 100 Jessica https://sppt.org.br/wp-content/uploads/2024/10/logo-sppt-bottom.png Jessica2019-04-23 15:41:322019-04-23 15:41:32Série 2: Métodos Diagnósticos em Cirurgia Torácica – Toracocentese

Entrevista na TV Camara com a Dra. Marcia Telma Savioli

23 de abril de 2019/em Notícias/por Jessica
https://sppt.org.br/wp-content/uploads/2019/04/sppff4e7bcd448d148f6d198a2ec02637d7.jpg 72 100 Jessica https://sppt.org.br/wp-content/uploads/2024/10/logo-sppt-bottom.png Jessica2019-04-23 15:36:112019-04-23 15:36:11Entrevista na TV Camara com a Dra. Marcia Telma Savioli

CBHPM para reajuste médico

23 de abril de 2019/em Notícias/por Jessica

Leitura

Essa Lei vai pegar
https://sppt.org.br/wp-content/uploads/2019/04/sppd7890aa20e0b215fd09fe47b8ccc9fa7.jpg 72 100 Jessica https://sppt.org.br/wp-content/uploads/2024/10/logo-sppt-bottom.png Jessica2019-04-23 15:34:202019-04-23 15:34:20CBHPM para reajuste médico

Aula Departamento de Fisioterapia Respiratória Data: 24/04/2019

23 de abril de 2019/em Notícias/por Jessica

Horário: 20h00

Sede SPPT – Rua Machado Bittencourt, 205 – Térreo – São Paulo/SP
 
Coordenação:

Departamento de Fisioterapia Respiratória da SPPT

Telefone para contato:
0800 171618

Tema: “Efeitos de programas de reabilitação na capacidade funcional em pacientes com Hipertensão Pulmonar”.

Palestrantes:
Etiene Farah Teixeira de Carvalho – Fisioterapeuta, mestre e doutora em Ciências da Reabilitação pela UNINOVE e pós-doutoranda na mesma instituição.

Público Alvo:
Fisioterapeutas e Acadêmicos de Fisioterapia

Obs:
– Para recebimento do certificado será cobrada uma taxa de R$ 10,00 do Não sócio.
– Comparecer ao local no dia da aula, Não há necessidade de inscrição.

https://sppt.org.br/wp-content/uploads/2019/04/spp4226431b6c1d9c37e5352cf456a1fff8.jpg 73 100 Jessica https://sppt.org.br/wp-content/uploads/2024/10/logo-sppt-bottom.png Jessica2019-04-23 15:31:492019-04-23 15:31:49Aula Departamento de Fisioterapia Respiratória Data: 24/04/2019

Reabilitação Fisio. Resp.

15 de abril de 2019/em Notícias/por Jessica

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Medicação de Alto Custo

15 de abril de 2019/em Notícias/por Jessica

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Centros de Referência e Tratamento

9 de abril de 2019/em Notícias/por Jessica

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https://sppt.org.br/wp-content/uploads/2019/04/simple_1-1-270x185-1.jpg 185 270 Jessica https://sppt.org.br/wp-content/uploads/2024/10/logo-sppt-bottom.png Jessica2019-04-09 16:24:542019-04-09 16:24:54Centros de Referência e Tratamento
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Entidade sem fins lucrativos, de caráter científico e cultural, visa congregar médicos e profissionais.

Informações

  • 11-5080-3725 / 11-95783-0178
  • Rua Machado Bitencourt, 205 – Vila Clementino, São Paulo – SP, 04044-000

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